Acusado de crime no dia 3 de abril faz reconstituição do crime à Polícia

O acusado do crime, E.L.S., 30, está preso temporariamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá, ontem, após a reconstituição ele foi conduzido à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) para ser interrogado, uma vez que até então havia se recusado a se pronunciar sobre o fato

19/5/2017 às 02h50

A área foi isolada pela Polícia Civil para evitar aglomeração de populares (Foto: Viviane Santos/JR) A área foi isolada pela Polícia Civil para evitar aglomeração de populares (Foto: Viviane Santos/JR)

O autônomo E.L.S.C, 30, acusado de assassinar a tiros no dia 3 de abril, o servente V.M.M., 41, participou ontem, 18, a reconstituição do crime ocorrido em uma residência na rua Leordino da Silva Costa, bairro Santa Clara no dia 3 de abril, por volta das 00h48. O acusado teria se dirigido até a casa da vítima onde pulou o muro e efetuou vários disparos de arma de fogo, que atingiram a vítima no tórax, braço esquerdo e face e foram as causas determinantes de sua morte.

A reconstituição do crime foi realizada pela Polícia Científica, a pedido da Polícia Civil, acompanhada pelos delegados Cleber Batista e Alexandre Luengo e policiais civis. O acusado está preso temporariamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) e após a reconstituição foi conduzido à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) para ser interrogado. Segundo a Polícia Científica o laudo (da reconstituição) deve ficar pronto em menos de 30 dias e será encaminhado para a Polícia Civil para fazer parte do inquérito criminal.

Consta inicialmente que no dia 02 de abril de 2017, por volta das 20h30min, o autor e a vítima tiveram um desentendimento em razão de um desacordo comercial relacionado com a venda de cigarros contrabandeados em um pesqueiro localizado na cidade. Na ocasião V.M.M. teria desferido um tapa no rosto de E.L.S.C. que no dia 03/04/2017, por volta das 00h48min, E.L.S.C., teria se dirigido até a casa de V.M.M. onde pulou o muro e efetuou os disparos de arma de fogo que resultaram na morte da vítima.

Na época, o acusado se recusou a prestar qualquer esclarecimento à Polícia Civil, que pediu a reconstituição para elucidar divergências sobre o fato, uma delas é se E.L.S.C. teria usado duas armas para cometer o homicídio, uma espingarda calibre 22 e um revolver calibre 32, como apontaram testemunhas que também participaram da reconstituição. No local do crime foram encontradas na época, várias balas de dois tipos que não acertaram a vítima.

A Polícia Civil investiga também a participação de um segundo envolvido no crime que teria auxiliado o acusado. A Polícia aguarda os resultados dos exames de confrontação (balística) que vai identificar de qual, ou quais armas partiram os disparos que matou a vítima. Após o interrogatório na DIG, o acusado voltou para o CDP de Caiuá como o prazo da prisão temporária está terminando, a Polícia Civil poderia pedir ainda ontem, 18, à Justiça, a prisão preventiva de E.L.S.C.

DEFESAS- Dois advogados do acusado também acompanharam a reconstituição, Cid Santos e Milton Simocelli, ambos de Adamantina. Santos afirmou que E.L.S.C. está colaborando com a Polícia, se apresentando e aceitando fazer a reconstituição. “Agora o delegado vai ouvi-lo e vamos acompanhar, assim como acompanahremos a fase primeira fase (processual) na Justiça. “E depois certamente no tribunal do júri”, explicou o advogado ressaltando que a Polícia investiga a participação de uma segunda pessoa no crime e o revólver utilizado no homicídio teria sido produto de furto no estado do Paraná.

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  •  (Foto: Viviane Santos/JR)
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